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Como já vimos, a geração de ar comprimido pode ser feita com diversos tipos de compressores que promovem resultados diferentes entre si e estão, ainda a rigor, sujeitos a leis físicas e matemáticas imutáveis, tendo ainda como matéria prima o ar atmosférico, portanto, o mesmo ar que
respiramos.
A matéria prima do ar comprimido é o ar atmosférico. Ocorre que este ar é composto de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e outros gases secundários em pequena
quantidade.
No entanto, misturados a esta camada de aproximadamente 50 km de espessura, temos uma série de outras moléculas que também ocupam espaço e que tem origem diversa como, poluentes industriais, dos motores de veículos, gases e partículas de combustão geral, poeiras, microorganismos,
etc...
Soma-se ainda a isto, grande quantidade de água em estado gasoso (umidade relativa do ar), variável na sua proporção de acordo com a região e condições climáticas. Por ser um elemento natural, composto de moléculas (matéria), o ar é ainda altamente vulnerável a outro elemento que é a temperatura. Quando exposto a um aumento de temperatura, ambiente ou não, as moléculas do ar se expandem e aumentam as distâncias entre si, fazendo com que num determinado espaço se tenha um menor volume.
Todas as características do ar atmosférico, somadas a fatores mecânicos e construtivos dos compressores, provocam uma perda no rendimento volumétrico do ar comprimido. Esta perda é de aproximadamente 40% nos compressores de 1 estágio e de 30%nos de 2 estágios.
Portanto:
1 estágio - Baixa pressão - 80 a 120 psi - Perda de volume 40%
2 estágios - Alta pressão - 135 a 175 psi - Perda de volume 30%
Observe que esta perda na proporção descrita é no VOLUME(vazão) de ar e não na pressão.Note
que:
Em um compressor de 10 pcm de 1 estágio, teremos efetivos: 6 pcm
E, em um compressor de 10 pcm de 2 estágios, teremos efetivos: 7
pcm
Para o correto dimensionamento de um compressor, os fatores mais importantes a serem considerados são, em ordem de importância:
VAZÃO(volume de ar) e PRESSÃO(força do ar).
É fundamental considerar ainda, que nos compressores de pistão há um terceiro fator que é o regime de intermitência; ou seja, a relação de tempo que um compressor fica parado ou em funcionamento. Neste tipo de compressor a intermitência ideal é de 30%, de forma que num determinado período de trabalho, um compressor permaneça 70%do tempo em carga e 30%em alívio.
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